Pecuaristas de MT devem vacinar gado contra febre aftosa até 30.11.12

30.11 é a data-limite para a vacinação no estado.
Mato Grosso não registra nenhum caso da doença há pelo menos 17 anos.

Pecuaristas mato-grossenses têm até a sexta-feira (30) para vacinar o rebanho de bovinos e bubalinos de todas as idades contra a febre aftosa. A data é a limite para que o procedimento possa ser realizado e não está prevista prorrogação no calendário, destacou nesta quinta-feira (29) o coordenador de Defesa Animal do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), Alisson Cericatto. Mesmo com relatos isolados de produtores com dificuldades em imunizar os animais em função da chuva, a programação deve ser mantida.

Já os produtores do Pantanal têm até o dia 10 de dezembro para aplicarem as doses de vacina nos rebanhos, mesma ocasião em que também encerra no estado o prazo de comunicação ao Indea pelos pecuaristas. “Tivemos relatos isolados de dificuldades na vacinação em função das chuvas. Esse ano ela começou mais tarde e muitos criadores começaram a imunizar os animais mais cedo”, observou Cericatto.

Em Mato Grosso a meta atingir mais de 29 milhões de animais. O estado detém o maior plantel bovino do país e há pelo menos 17 anos não registra casos da doença. Somente na faixa de fronteira o Indea estima que sejam vacinados 440 mil animais de propriedades localizadas no raio de 15 quilômetros da divisa com a Bolívia, ao longo dos 750 km da fronteira seca. Na região a vacinação é 100% assistida pelo Indea.

A estimativa é na edição 2012 da campanha de vacinação – em que são atingidos os animais de todas as idades – os pecuaristas desembolsem R$ 40,2 milhões, segundo previsão da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat). Segundo a associação, a cifra leva em conta os gastos com a aquisição da vacina (entre R$ 1,20 a R$ 1,40). Contudo, não engloba as despesas com manejo do animal, mão-de-obra e outros investimentos necessários.

Duas etapas

Em 2012 uma mudança no calendário oficial de vacinação, autorizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), alterou para dois o número de etapas na unidade federada. Deixou-se de ser obrigatória a etapa destinada aos animais que estão nas propriedades na região de fronteira com a Bolívia, até então realizada em fevereiro. Estudos técnicos elaborados pelo Instituto de Defesa Agropecuária do estado (Indea), avalizaram a decisão do governo federal.

A mobilização de fevereiro abria o calendário oficial e era válida para bovinos com até 12 meses das propriedades localizadas no raio de 15 quilômetros da fronteira dos municípios de Cáceres, Vila Bela da Santíssima Trindade e Porto Esperidião.

Já em maio o foco é atingir os animais de zero a 24 meses de todo estado, exceto do baixo pantanal. Em novembro, o rebanho com todas as idades.

g1mt/Agecom

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