PF conclui notificações e posseiros devem deixar área indígena no Araguaia

As notificações das famílias, comerciantes e produtores que ocupam a Terra Indígena de Marãiwatséde foram concluídas e a saída da área deve ocorrer entre os dias 6 e 10 de dezembro. A informação é da Polícia Federal que integra o grupo de trabalhos na região do Araguaia, conforme plano de desintrusão elaborado pela Fundação Nacional do Índio (Funai) e aprovado pela Justiça Federal de Mato Grosso.

A última região a ser oficializada sobre a saída voluntária foi o Posto da Mata, onde concentra a maioria do comércio e residências. Segundo relatório da PF, a maioria da população está resignada com a saída, embora preocupada por não ter para onde ir. Porém, um grupo minoritário busca despertar revolta nos moradores e cria constante clima de tensão, o que levou a suspensão dos trabalhos no último dia 16. Com reforço de agentes da PF, Força Nacional e Polícia Rodoviária Federal (PRF) as notificações foram concluídas.

Com a função de cadastrar os clientes da reforma agrária, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) deve apresentar para o MPF ainda esta semana relatório com o número de pessoas que devem ser assentadas.

Por meio da assessoria de imprensa, o Incra informou que o documento é elaborado e até o momento apenas 43 famílias procuraram o Instituto para manifestar o interesse em ser assentado em alguma comunidade. Segundo a assessoria, o Incra aguarda ser procurado pelos interessados e, posteriormente, avalia se estão dentro do perfil para ser contemplado com os programas do governo.

Na tentativa de manter os não-índios na área, uma comissão formada por deputados federais e representantes do Senado estiveram na TI e vão elaborar um relatório a ser entregue ao Ministério da Justiça, Supremo Tribunal Federal (STF), Fundação Nacional do Índio (Funai) e Presidência da República.

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