PF investiga se grandes produtores incitam protestos em desocupação da Suiá-Missú

O Ministério Público Federal em Mato Grosso requisitou ao Departamento de Polícia Federal em Barra do Garças (509 Km a Leste de Cuiabá) que investigue quem está incitando os protestos violentos contra a desocupação da Terra Indígena Marãiwatsédé.

Segundo o MPF, a medida foi tomada em função de notícias que dão conta de que o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato)/Araguaia, Marcos da Rosa, estaria conclamando a população de Ribeirão Cascalheira (MT) a participar de bloqueios em rodovias federais. Rosa estaria oferecendo alimentos para os que participassem do ato, a fim de impedir o cumprimento da ordem judicial.

Autor do pedido, o procurador da República Otávio Balestra Neto explica que a conduta do líder ruralista, de opor-se à execução de uma determinação judicial e incitar publicamente a prática de crime, é ilegal e tem como penas previstas reclusão de um a três anos; e detenção de três a seis meses ou multa.

. A terra indígena Marãiwatsédé é alvo de disputa entre índios e posseiros há anos. Tem cerca de 217 mil hectares, ocupados por grandes e pequenos produtores rurais. Os moradores garantem que vivem na área 7 mil famílias, mas dados do Censo de 2010 mostram que a população total não chega a 3 mil.

Outro lado: A assessoria de imprensa da Famato comunicou que a diretoria irá se pronunciar sobre o caso ainda nesta tarde.

Na segunda-feira (10), início da desintrusão, a Federação divulgou nota de pesar pela decisão judicial em que dizia ser lamantável testemunhar o desespero das pessoas que estão sendo arrancadas de sua história e do seu chão. “Ainda que todos os indícios antecipavam este triste desfecho, alimentávamos a esperança de outro fim. A Famato manifesta sua solidariedade às famílias atingidas, embora saiba que isso em nada alivia este sofrimento”, dizia trecho da nota.

odocumento.

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