PF prende dois em MT por tráfico internacional de drogas

Delegado diz que traficantes do Estado compravam droga de “melhor qualidade” na Bolívia

Delegado Custódio (detalhe), de Araraquara, diz que traficantes de MT compravam e revendiam “droga de qualidade”

A Polícia Federal prendeu duas pessoas em Mato Grosso, na terça-feira (15), durante a Operação Escorpião, deflagrada com o objetivo de combater o tráfico internacional de drogas.

Além do Estado, a PF cumpriu mandados de prisão e mandados de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná.

No total, foram 32 pessoas presas – em sua maioria, empresários e comerciantes.

Todos são suspeitos de integrar duas quadrilhas de tráfico internacional, que teriam sido responsáveis pelo tráfico de três toneladas de maconha e uma tonelada de cocaína, durante um ano.

Dinheiro, armas, munições e veículos foram apreendidos. Como norma interna, a PF não divulga os nomes dos envolvidos.

O bloqueio de diversas contas bancárias também ocorreu, e foi pedida a prisão de seis pessoas que estão foragidas no Paraguai

Droga de qualidade

Em balanço realizado ontem, em Araraquara (SP), local em que foram expedidos os mandados, a Polícia Federal explicou que traficantes de Mato Grosso eram responsáveis pela compra de cocaína de “melhor qualidade” e que tinha como origem a Bolívia.

O nome da operação, inclusive, se deve a essa espécie de droga.

Segundo o delegado Alexandre Custódio, da PF de Araraquara, trata-se de pasta-base, uma cocaína de melhor qualidade e mais cara.

O produto era adquirido junto a traficantes do Mato Grosso, que a traziam da Bolívia e do Paraguai.

Escorpião

Iniciada em fevereiro de 2013, a investigação já resultou na prisão de 26 pessoas, apreensão de 380 quilos de cocaína, 130 quilos de maconha, 500 pontos de LSD, além de armas de fogo, 28 veículos e R$ 100 mil em dinheiro.

As drogas apreendidas entraram no Brasil pelas regiões de fronteira.

Os investigados traziam drogas da Bolívia e Paraguai e o comércio, de acordo com a PF, era feito no interior paulista e Minas Gerais.

À época, os entorpecentes apreendidos chegaram ao país pelas regiões de fronteira de Foz do Iguaçu (PR), Ponta Porã (MS), Corumbá (MS) e Cáceres (MT). Mídia News

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