‘Pior dia’, diz pescador que perdeu a mulher ao ser atacado por jacaré

Família estava em um barco, no Rio Paraguai, em Cáceres (MT).
Homem foi atacado no momento em que tentava resgatar a esposa.

O pescador que teria sido atacado por um jacaré, no Rio Paraguai, em Cáceres, a 220 km de Cuiabá, continua internado no Hospital Regional da cidade em estado de observação. Evanildo Penha de Almeida, de 41 anos, estava em um barco acompanhado da mulher, de 22 anos, que estava grávida de quatro meses, e morreu afogada. “Foram os piores dias da minha vida e ainda perdi minha mulher”, lamentou o pescador no hospital. O caso ocorreu na tarde de domingo (21).

Evanildo contou que, além da esposa, também estava no barco um adolescente amigo do filho do casal. O garoto pulou no rio e conseguiu nadar até a margem. “Por pouco também não perdi o amigo do meu filho que estava junto com a gente. Graças a Deus ele soube nadar e atravessar o rio”, declarou.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o corpo da mulher do pescador só foi encontrado na manhã de terça-feira (23), boiando a aproximadamente 15 quilômetros do local onde ocorreu o afogamento e o ataque ao marido dela. Eles estavam na localidade de Baía das Pombas e o corpo foi resgatado numa região conhecida como ‘Touro’.

Um boletim de foi registrado por um amigo das vítimas, na segunda-feira (22). Elton Rosa de Almeida relatou à polícia que ele e as vítimas estavam em um acampamento e que Evanildo e a mulher dele saíram para pescar de barco. A Polícia Civil informou que o casal estava em um barco de pequeno porte quando uma embarcação passou perto deles e provocou uma onda. Com isso, o barco se desestabilizou e a mulher teria caído na água.

Ele foi atacado no Rio Paraguai, em Cáceres.  (Foto: Polícia Civil de Cáceres (MT))
Ele foi atacado no Rio Paraguai, em Cáceres.
(Foto: Polícia Civil de Cáceres (MT))

Evanildo relata que tentava resgatar a esposa quando foi atacado. “Nós estávamos a 10 km da margem e vinha uma embarcação. Por conta da onda dessa embarcação, começou a afundar a traseira do barco e eu que estava pilotando o barco. Ai já corri para frente e já alertei ela [mulher] para colocar o colete. Eu gritei: nós estamos afundando, nós estamos afundando. O menino menor que estava com nós pulou na água e atravessou e eu fiquei socorrendo ela. Eu ainda disse: calma, calma, nós vamos atravessar está pertinho”, contou.

Ele disse que foi nesse momento que algo o teria puxado para baixo. “Eu acredito que possa ser um jacaré. Eu não cheguei a ver, mas deu para sentir que era ele”, concluiu. Na tarde desta terça, o pescador foi liberado pelos médicos do hospital para o velório e enterro da esposa. Depois, retornou para a unidade  para acompanhando médico. G1.MT

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