Polícia analisa imagens para localizar grupo que roubou cooperativa em Querência

 

O serviço de inteligência da Polícia Civil analisa imagens de câmeras de segurança em postos de combustíveis e no comércio de Querência, a 912 quilômetros de Cuiabá, para localizar os criminosos de uma quadrilha que assaltou uma cooperativa de crédito na cidade. Para concretizar o roubo, os suspeitos invadiram a casa da gerente da unidade bancária e fizeram a família dela refém. O delegado Marcelo Jardim, que investiga o caso, informou ao G1 que imagens de câmeras dos municípios vizinhos a Querência também estão sendo analisadas. Até o momento nenhum suspeito foi preso.

Segundo Jardim, os assaltantes alugaram uma casa um mês antes de assaltar a agência e, durante o período em que ficaram no local, monitoraram a rotina dos funcionários e da gerente da agência, que foi feita refém por mais de 13 horas com a família. O delegado avalia ainda que, por terem passado cerca de um mês em Querência, a quadrilha teve contato com moradores do município, que poderão dar pistas sobre o paradeiro dos criminosos. “Estamos conversando também com testemunhas. Pessoas que possam ter tido contato com eles. E a investigação agora passa por um momento minucioso, em que vamos pegar as provas e montar um quebra-cabeça”, ressaltou.

Na residência onde ficaram antes do assalto, a polícia encontrou alguns vestígios capazes de identificar os suspeitos. “Conseguimos alguns elementos para identificar pelo menos alguns deles”, disse o delegado ao G1. Para Jardim, o grupo era composto de seis a oito pessoas.

O caso
Os assaltantes invadiram a casa da gerente da agência na noite deste domingo (28), passaram a noite no local e esperaram amanhecer para cometer o crime. Apenas dois foram até a agência pegar o dinheiro do cofre e dos caixas eletrônicos, levando a gerente refém. Enquanto isso, o marido dela e os dois filhos, que são crianças, foram levados por outros dois integrantes da quadrilha para um local afastado do perímetro urbano.

“Eles [assaltantes] pressionavam a gerente dizendo que a vida da família dela estava nas mãos dela”, contou o delegado. Ele explicou que para justificar a entrada do assaltante na agência a gerente disse aos funcionários que ele iria mexer no servidor do banco. “Quando estava dentro da agência, o suspeito anunciou o assalto e mandou que os funcionários ficassem quietos porque a família da gerente era mantida refém”, pontuou o delegado.

A gerente abriu o cofre e os caixas eletrônicos e, depois de pegar o dinheiro, os suspeitos tentaram levar os servidores onde ficam armazenadas as imagens capturadas pelo circuito interno de segurança, mas o alarme disparou. Desse modo, eles fugiram em um dos três veículos levados das vítimas. De acordo com o delegado, os assaltantes usaram na ação os carros da gerente, do marido dela e de um funcionário, mas abandonaram dois deles ainda na cidade e outro na zona rural.

 

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