Polícia Civil resgata sete trabalhadores em condições análoga a escravidão em Diamantino

 
Sete trabalhadores em condições análoga a escravidão foram resgatados de uma fazenda, no município de Diamantino (208 km a Médio-Norte), nesta sexta-feira (25.10), na operação “Independência”, deflagrada pelas Delegacias da Polícia Civil de Campo Novo do Parecis (396 km a Noroeste) e Diamantino.
O responsável pela fazenda, E.D, de 48 anos, foi autuado nos crimes de redução a condição análoga à escravidão e porte ilegal de arma de fogo, pois foi encontrado com uma espingarda calibre 20, dois canos, municiada.
Os trabalhadores foram encontrados na fazenda, localizada a 70 km do perímetro urbano de Diamantino, após um deles conseguir sair da propriedade e fazer denúncia ao delegado de Campo Novo do Parecis, Luiz Henrique Damasceno.
Os empregados foram contratados para catar raízes em área para plantio de lavoura e já estavam há vários dias na propriedade. Segundo eles, iriam receber R$ 20, por hectare trabalhado, porém, nenhum deles ainda havia recebido.
Na fazenda, a Polícia Civil constatou que os trabalhadores eram mantidos em condições precárias de habitação, alimentação e higiene. “Eles contaram que a alimentação era péssima e que receberam uma arma para caçar animais para comer”, disse o delegado Luiz Henrique.
Além da alimentação, os empregados se queixaram de dívidas contraídas com o dono da fazenda, pois tinham que comprar materiais de higiene e botinas para calcarem.
Conforme o delegado, todos os trabalhadores encontrados na propriedade foram retirados do local e na Delegacia de Diamantino o advogado da fazenda acordou em pagar passagens e alimentação para todos seguirem para Campo Novo do Parecis, local escolhidos pelos trabalhadores. Todos eles são oriundos de outras regiões do país.
Uma cópia do procedimento será enviada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), para providências administrativas.
Toda a ação contou com apoio da delegada Vanessa Aguiar da Cunha, investigadores e escrivães das duas delegacias de polícia.

 
Assessoria/PJC-MT

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