Polícia prende suspeito de matar e queimar corpo de professor em MT

Professor foi morto a facadas dentro da residência, em Peixoto de Azevedo.
Suspeito foi a última pessoa que estava com a vítima, diz polícia.

Um jovem foi preso pela Polícia Civil na última sexta-feira suspeito de ter assassinado um professor no município de Peixoto de Azevedo, a 692 km de Cuiabá. Sidnei Aparecido Farias, de 42 anos, também era diretor escolar e foi morto a facadas dentro da sua residência. Ele teve o corpo parcialmente carbonizado no dia 12 de fevereiro e foi atingido com mais de 40 golpes de faca.

O delegado responsável pelo caso no município, Geraldo Gerzoni, disse em entrevista ao G1 que o suspeito teve a prisão temporária decretada e foi encontrado pelos policiais em uma casa localizada no município de Guarantã do Norte, a 721 km da capital. Ele contou que o rapaz, que tem 20 anos, foi a última pessoa que esteve com o diretor na noite do crime.

“O suspeito mora com a mãe. Mas na madrugada do dia 12, ele estava com o professor e após o crime, não retornou mais para a sua residência”, declarou o delegado. Ele relatou também que em depoimento à polícia, o suspeito negou ter matado o  professor e informou que ambos tinham consumido drogas. O delegado declarou também que o suspeito tinha um relacionamento afetivo com a vítima.

O diretor trabalhava na Escola Estadual Kreen Akarore. O corpo dele foi encontrado na residência, em um sítio, a 10 km da cidade, por volta das 5h da manhã, caído na porta do quarto. Por conta do fogo, quase todo o teto da residência caiu e não se sabe ainda de que forma o incêndio começou. O corpo do professor foi transladado para uma cidade do interior de São Paulo, onde foi enterrado.

O delegado pontuou que o suspeito ainda não foi indiciado porque está aguardando o resultado da perícia técnica do local do crime. O inquérito deverá ser finalizado em 30 dias. Após prestar depoimento, o jovem foi encaminhado para a Cadeia Pública de Peixoto de Azevedo.

Outro homem também chegou a ser detido pela polícia suspeito de envolvimento no assassinato. Geraldo Gerzoni disse que a pessoa teria feito ameaças contra o diretor dias antes de sua morte e por conta disso foi encaminhado para a delegacia. Porém, o homem foi liberado em seguida.

Hipótese
A caminhonete do diretor chegou a ser roubada na noite do crime. Mas a hipótese de latrocínio – roubo seguido de morte – foi descartada pela polícia pelo fato do veículo, que havia sumido da residência, ter sido encontrado a poucos metros do local.

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