Polícia reforça efetivo e área de buscas por assassino de juíza de MT

Cerca de 70 militares e 25 policiais civis buscam suspeito em MT, GO e MS.
Juíza foi morta a tiros dentro de gabinete onde trabalhava em Alto Taquari.

As polícias Civil e Militar de Mato Grosso ampliaram o número de efetivo e a área abrangida pelas buscas ao assassino da juíza Glauciane Chaves de Melo, morta a tiros aos 42 anos na última sexta-feira (07/06) dentro do gabinete onde trabalhava, no fórum de Alto Taquari, município a 509 km de Cuiabá. Iniciada com 45 policiais, agora a busca pelo suspeito, que seria o ex-marido da vítima, conta com cerca de 70 militares e 25 policiais civis em atuação auxiliada por um helicóptero no município onde ocorreu o crime e em quatro cidades do entorno – Santa Rita do Araguaia e Mineiros, em Goiás,  e Costa Rica e Alcinópolis, em Mato Grosso do Sul.

As informações são do delegado que preside o inquérito do caso, João Ferreira Borges Filho, responsável pelas delegacias regional e municipal de Alto Taquari. Segundo ele, está consolidado para a polícia o entendimento de que a morte da juíza consistiu num crime passional cometido por seu ex-marido, Evanderly de OIiveira Lima, para o qual inclusive já foi decretada prisão preventiva. O despacho, assinado pelo juiz Pedro Davi Benetti, que atua na Segunda Vara de Alto Araguaia, a 426 km da capital, aponta que há indícios suficientes de autoria e materialidade do crime por parte do suspeito.

Para o delegado, que ouviu testemunhas e familiares da vítima, Evanderly não aceitou a separação da juíza e ficou “transtornado”. Ela chegou a receber ameaças, mas por alguma razão desconhecida, não limitou o acesso do ex-cônjuge ao seu local de trabalho.

Borges aguarda apenas a captura do suspeito e alguns laudos periciais – como o da arma do crime, encontrada perto do local do assassinato – para encerrar o inquérito, uma vez que a investigação está praticamente concluída.

Para localizar o suspeito, o delegado também afirma que esta é apenas uma questão de tempo.

Caso ele não tenha se escondido em alguma mata da região de Alto Taquari ou de cidades vizinhas (hipótese a ser averiguada principalmente pela Polícia Militar, que mantém equipes nesses locais realizando cercos), provavelmente ele deverá ser visto pela população, com base nas imagens que estão distribuídas pela polícia nas nas áreas urbanas em Alto Taquari e nos municípios ao redor em Goiás e Mato Grosso do Sul.

“Ele é muito alto e calvo, não tem como passar despercebido”, apostou o delegado, que passou a contar neste sábado também com o apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE) e de integrantes da Polícia Civil em Rondonópolis.

Mineira, Glauciane assumiu a comarca de Alto Taquari em junho do ano passado. Ela foi velada em Cuiabá e depois levada para velório em Belo Horizonte. Neste domingo (9), foi enterrada em Contagem (MG), cidade natal. G1 MT

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