Por baixa umidade do ar, escolas da Grande Cuiabá devem alterar rotina

Umidade relativa do ar em Cuiabá atingiu 12% e cidade entra em alerta.
Seduc orienta diretores cancelarem atividades físicas ao ar livre.

Com a baixa umidade relativa do ar, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) notificou as escolas da Grande Cuiabá com orientações para os dias de calor. Entre as medidas está a suspensão de atividades que exijam esforço físico e o uso de roupas leves. Em Mato Grosso, a o indíce de  umidade está em 18%. Entre as cidades, o menor índice foi registrado em Cuiabá eVárzea Grande, região metropolitana, onde chegou a 14%.

As recomendações enviadas à unidades escolares pedem que aos diretores e gestores que as merendas servidas nas escolas sejam líquidas, e quando isso não for possível, que sejam priorizados alimentos mais leves, ou ainda, que os lanches sejam acompanhados de suco.

A respeito de atividades físicas, a secretaria orienta que sejam suspensas as aulas que exijam esforço físico, e que, dentro de sala de aula os alunos tenham garrafas de água para manter as vias respiratórias úmidas. Ainda de acordo com a Seduc, nenhum escola está autorizada a diminuir a carga horária por causa do clima.

No último domingo (9) Cuiabá registrou a menor umidade relativa do ar no ano. Segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe), o índice chegou a 12%, o que é considerado pelos meteorologistas “estado de alerta”. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece o índice acima dos 60% como ideal para a saúde humana e abaixo dos 30% como não adequado.

A baixa umidade na capital é semelhante à umidade do deserto do Saara, que possui uma média entre 10% e 15% de umidade.

Segundo o gerente de monitoramento da Defesa Civil Estadual, major Robson dos Santos, explica que o tempo seco é resultado do aumento da temperatura e a baixa incidência de chuvas no Estado nos meses de julho a setembro. “É um período que requer atenção, cuidados e readequações, como por exemplo, a prática de atividades físicas. Com esse tempo seco, não é recomendável que as pessoas se esforcem em excesso. Ambientes fechados e quentes também devem ser evitados”, explicou.

Para o major os registros de queimadas no estado é um dos fatores que mais contribui para a queda na umidade relativa do ar. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 8.115 focos de calor em Mato Grosso desde o início do ano. G1.MT

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