Prefeito e secretários presos por uso de maquinas da Prefeitura em propriedade particular

O prefeito de Tabaporã, Percival Cardoso (PPS), e o secretário Municipal de Obras, Walmir Barreto, foram presos pela Policia Civil acusados de cederem um caminhão basculante e uma pá-carregadeira da Prefeitura para serem feitos trabalhos em propriedade privada. A prisão foi feita pelo delegado Claudemir Ribeiro de Souza.  Após ouvido, o prefeito foi recambiado, ainda no domingo, no final da tarde, para Juara e está em uma sala do quartel da PM a disposição da justiça.
A prisão dos dois aconteceu após o delegado ter ido ao local onde os maquinários estavam trabalhando, bem como dois funcionários da Prefeitura. Ele havia recebido a denuncia de vereadoresA propriedade fica a cerca de 13 quilômetros  da cidade de Tabaporã, no norte de Mato Grosso.
O delegado disse que recebeu denúncia, foi ao sítio, encontrou caminhão e pá-carregadeira arrumando a estrada, da porteira para dentro. O motorista e o operador da pá acabaram parando as atividades. Em seguida, o delegado fez buscas, na cidade, para localizar o prefeito, que foi encontrado, pescando, no Rio dos Peixes. Ele foi conduzido a delegacia onde foi “lhe dada voz de prisão.
“Autuei ele em flagrante. Ele disse que sempre autorizou uso de maquinários em propriedades particulares nos finais de semana porque há lei municipal (feita em outra gestão) autorizando. No primeiro momento, ele confirmou que ele autorizou enviou das máquinas. Depois, em depoimento, não”, informou o delegado.
Claudemir Ribeiro de Souza disse que considerou a legislação federal que proíbe uso de bens públicos em propriedades particulares e decidir indiciar os dois pelo crime de peculato – utilização de bem público para benefício de terceiros cuja pena pode chegar a 12 anos de prisão
Os dois podem ser indiciados no crime de peculato, onde o servidor se apropria de forma indevida de um bem público para benefício próprio é inafiançável e a pena pode chegar a 12 anos de prisão. O motorista e o operador de máquinas devem responder em liberdade.
A assessoria do prefeito ainda não se manifestou sobre o assunto. A assessoria jurídica do prefeito está tomando medidas judiciais para que seja liberado. O pedido inicial deve ser feito na comarca em Juara. Como a denúncia partiu de vereadores, é provável que, esta semana, seja criada comissão parlamentar para investigar o caso. Só Noticias

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