Presidente da colônia Z3 de pescadores acredita que nova alteração na Lei da Pesca já salva o ‘natal’ da categoria

Segundo o presidente da colônia Z3 de pescadores profissionais de Rondonópolis, Heleno Saldanha, o ‘natal’ do setor está salvo, com a proximidade da semana santa. O otimismo é pela decisão de ontem (7) tomada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso de suspender parte do texto na Lei da Pesca, de julho de 2012, do deputado estadual Zeca Viana (PDT) que restringia o uso do anzol de galho na captura dos peixes, sendo a atividade uma das mais usadas na pesca.

O presidente acredita que depois da manifestação feita no último fim de semana, na frente da Escola Estadual Sagrado Coração de Jesus, em Rondonópolis, quando o senador Pedro Taques (PDT) estava presente, a reversão de alguns pontos da lei começou a ganhar corpo. A comitiva de pescadores partiu então esta semana para Cuiabá e lá ganhou os reforços dos deputados estaduais Dilmar Dal’Bosco (DEM) e de Sebastião Barreto (PR), que juntos ao grande apoiador da classe Sebastião Rezende (PR) conseguiram frear parte do texto atual.

“Tivemos algumas derrotas, mas nos outros dias os deputados reviram a questão e já conseguimos salvar o nosso ‘natal’. Como todos sabemos a semana santa é um dos momentos mais importantes para o nosso negócio. O que ficou decidido é que a Cepesca (Conselho Especial da Pesca) têm 60 dias para se efetivar e mais 180 dias para formular um novo texto para a lei que possa regulamentar a pesca no estado de Mato Grosso”, explicou.

Para o momento, a pesca de subsistência foi totalmente liberada, junto a outros afrouxamentos. No entanto, segue a mesma normativa quanto às medidas legais de captura do pacu, pintado e cachara. O primeiro só quanto tiver entre 46 e 57 centímetros, o pintado de 90 a 115 centímetros, além do cachara que só pode ser pego quando tiver de 83 a 112 centímetros.

Um dos líderes da região onde existem mais de 215 pescadores profissionais, Heleno considera a situação longe do fim, apesar da boa notícia. “A vitória é paliativa. Daqui 180 dias estaremos lá (AL) de novo para ver o novo texto. Esta Cepesca já era para ter sido criada há muito tempo, mas nunca saiu do papel”, analisou.

O republicano Sebastião Rezende, talvez o principal contrário ao texto de Viana, afirmou que espera um estudo técnico para que vá para o papel de fato uma regulamentação que possa atingir os verdadeiros vilões da história. “Precisamos estabelecer o que de fato está efetivamente destruindo nossos rios. É isso que queremos”, frisou. Noticias de MT

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