Projeto visitará 400 propriedades para avaliar o início da safra em MT

 

Circuito Tecnológico tem como meta levantar informações sobre a gestão da propriedade e coletar amostras de sementes e fertilizantes para análise

 

A Aprosoja lançou na última quinta (11.10) a 4ª edição do Circuito Tecnológico. A ação percorrerá o estado para avaliar a safra de soja 2012/13 entre os dias 15 e 26 de outubro. A meta é percorrer 400 propriedades rurais de todas as regiões produtoras, aplicando questionários e coletando amostras de sementes e fertilizantes, que serão enviadas para laboratórios credenciados para análise. Serão cinco equipes, percorrendo na primeira semana, de 15 a 19 de outubro, propriedades nas regiões norte e oeste. Na segunda semana, entre os dias 22 e 26, serão visitadas as propriedades nas regiões sul e leste.

Para o presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro, é um momento importante para levantar informações junto aos produtores rurais. “O Circuito Tecnológico é uma excelente ferramenta para a gestão de produção. É um evento que já está consolidado no calendário de atividades da Aprosoja. Com os números obtidos por meio das pesquisas e amostras coletadas, poderemos ter ideia de como a safra está progredindo em Mato Grosso e nortearemos os próximos passos, a tempo de corrigir qualquer erro”, explicou Fávaro.

Fávaro destacou também que por meio dos resultados do Circuito a Aprosoja consegue-se aferir como está a qualidade dos insumos utilizados na safra de soja em Mato Grosso. “No ano passado, várias amostras resultaram em diferenças do produto comprado com o que efetivamente foi entregue. E o produtor consegue, com isto, saber como agir no caso de encontrar inconsistências nas amostras coletadas na propriedade dele”.

O gerente técnico e institucional da Aprosoja, Nery Ribas, ressaltou que por meio dos levantamentos realizados durante o Circuito Tecnológico é possível ter um diagnóstico da safra de soja em Mato Grosso. “Estas informações darão suporte para argumentações junto aos governos estadual e federal”, explicou Ribas.

Além dos insumos, as equipes avaliam também outros aspectos relacionados à comercialização, fonte de recursos, investimentos em maquinários e em tecnologia e fatores limitantes para a produção, como, por exemplo, doenças que afetam a cultura da soja. Estudantes de universidades integram as equipes para auxiliar na coleta das amostras e na aplicação dos questionários.

Este ano, o Circuito contará ainda com a presença da Comissão de Defesa Sanitária Vegetal do Ministério da Agricultura (Mapa), monitorando as lavouras para verificar a presença ou não de ferrugem asiática. Esta ação será continuidade do trabalho realizado pelo Mapa em parceria com a Aprosoja e a Universidade Federal de Mato Grosso (Ufmt) durante o vazio sanitário da soja. “Durante o vazio foi encontrada muita soja guaxa, que é a soja que nasce involuntária nas margens de rodovias e no perímetro urbano , com a presença do fungo que causa a ferrugem asiática e nossa intenção é monitorar a evolução e proliferação da doença, especialmente nas lavouras de soja super precoce”, destacou o coordenador da Comissão de Defesa Sanitária Vegetal do Ministério da Agricultura (Mapa), Wanderlei Dias Guerra.

Como reforçou o gerente da Aprosoja, o plantio da soja super precoce normalmente é feito para preparar o solo para a segunda safra. E, muitas vezes, não são aplicados fungicidas. “Aí podemos encontrar um local propício para o desenvolvimento da ferrugem asiática”, explicou Nery Ribas.

No ano passado, as cinco equipes técnicas percorreram o estado durante dez dias. Foram 320 propriedades visitadas, em 44 municípios, o que significou 517 mil hectares ou 8% da área plantada de soja em Mato Grosso pesquisada.

Parcerias – O Circuito Tecnológico conta o patrocínio do Sicredi, Basf e Chevrolet. Segundo o presidente do Sicredi, João Carlos Spenthoff, as duas entidades, tanto Aprosoja quanto Sicredi, têm como cliente o produtor rural. “Para nós é importante participar para saber como os produtores rurais estão trabalhando nas suas propriedades. A partir daí, poderemos ter informações de como melhorar as linhas de crédito, por exemplo”, explicou Spenthoff.

José Carlos Perez, gerente de desenvolvimento de mercado da Basf, que também é parceira do Circuito, afirmou que nas visitas aos produtores rurais pode-se perceber a importância do levantamento das informações. “É o segundo ano que estamos participando e verificamos que estas visitas são fundamentais para a sustentabilidade do agronegócio, sobretudo pata o desenvolvimento de produtos que atendam às necessidades dos produtores”, frisou Perez. Também participam da expedição como apoiadores a Embrapa, Univag, Unemat e UFMT, além da Federação da Agricultura de Mato Grosso (Famato).

Acompanhe o dia a dia do Circuito Tecnológico pelo blog:

www.circuitotecnologico.wordpress.com.br.

 

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