Reclamações contra instituições financeiras lideram lista do Procon-MT

Mais de 3 mil reclamações contra bancos foram registradas no Procon.
Cobranças indevidas, vendas casadas e juros de empréstimos lideram.

 

O Programa Estadual de Proteção e Orientação ao Consumidor (Procon-MT) recebeu mais de 3.000 mil reclamações contra instituições financeiras de janeiro a março deste ano. De acordo com o órgão de defesa do consumidor, as principais reclamações são de cobranças indevidas, vendas casadas e juros de empréstimos consignados.

Esses problemas superaram os essenciais, como conta de água, de energia e serviços de telefonia móvel, e lideram o levantamento das reclamações. Problemas com empréstimos lideram o ranking de reclamações neste ano. Foram 2.009 denúncias relacionadas a assuntos financeiros; 374 a agências bancárias e 274 a cartões de créditos.

Seguido dos problemas com bancos, aparecem na lista os serviços essenciais, defeitos em produtos adquiridos em lojas, serviços privados, habitação e plano de saúde. O fiscal do consumidor, Ivo Firmo disse que uma das principais reclamações refere-se a cobranças indevidas.

“O principal problema relacionado a assuntos financeiros é a falta de informação adequada por parte dessas instituições financeiras para com o consumidor. Muitas vezes o consumidor é vítima de cobrança indevida feita pelos bancos, financeiras e pelas administradoras de cartões de crédito”, comentou.

O fiscal ainda explica que o cliente tem direito ao ressarcimento e a uma compensação quando existe cobrança por serviços não contratados. “Toda cobrança indevida gera o direito à  devolução em dobro para o consumidor. Por exemplo, cada real pago o consumidor tem direito a R$ 2 para ser ressarcido”, explicou.

Os juros abusivos, acima do valor previsto no mercado, também são ilegais. “Como não existe um limite de mínimo e máximo, o entendimento de juros é que o banco deve praticar uma média do mercado. Tem casos que o banco cobra até 400% de juro ao ano e essa cobrança fere a média do mercado”, disse o advogado Carlos Eduardo Melo Rosa. G1.MT

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