Reflexo da Suiá Missú: Dívida de Alto Boa vista ultrapassa R$ 4 milhões

A prefeitura de Alto Boa Vista está com problemas de certidões negativas, e entra em um colapso e inviabilidade administrativa e econômica, o prefeito Leuzipe Domingues Gonçalves (PMDB) busca uma solução junto a AMM para tentar reerguer o município que com a desintrusão da Suiá Missú,  perdeu cerca 72% da seu território para a reserva indígena Marawatsede.

De acordo com o Prefeito de Alto Boa Vista a arrecadação anual do munícipio é de R$ 800 mil, mas poderá diminuir com o pós desintrusão.  Às dívidas em R$ 1,8 milhão com o INSS e R$ 1,6 milhão, com a Rede Cemat colocaram o município como inadimplente. “Além dessa dívida imensa para um município pequeno como o nosso, ainda existe esse problema com as certidões, a situação nossa é caótica”, disse Leuzipe ao Agência da Notícia.

Após a desintriusão da Suiá Missú o município de Alto Boa Vista sofre com a pobreza em que ficou a população que vivia dentro da Suiá Missú e que não teve condições sequer de ir embora da cidade, o Prefeito explicou que algumas famílias vivem da generosidade da população.  “Os mais abastados financeiramente voltaram para as suas regiões de origem ou foram para cidades maiores, ficamos apenas com aqueles que não têm condições nenhuma de sair de Alto Boa Vista, e temos que dar uma sustentabilidade para essas pessoas, não podemos deixar elas morrerem a míngua”, afirma o prefeito do município que está impossível de ser administrado.

Essas pessoas não querem ser assentadas nas terras disponibilizadas por considerarem o espaço de 01 hectare muito pequeno. “Elas querem ser assentadas nos assentamentos de agricultura familiar, que tem mais fomento”, explicou o Prefeito, que através da Assistência Social do Município aloja como pode algumas pessoas desalojadas da Suiá Missú em escolas e em casas que são dividas com até 03 famílias.

O município enfrenta diversos problemas, mas a saúde está entre as piores, segundo o prefeito o posto de saúde da família urbano (PSF) está fechado para reforma, os reparos ocorrem de forma lenta e a empresa que está fazendo as obras recebeu toda a verba no valor de R$ 200 mil e não conclui as obras, mas está dentro do prazo limite para entregar a obra.

 E por fim a cidade ainda é abastecida por poços e caminhões pipa (reflexo de um nordeste semiárido no Mato Grosso) que são insuficientes para atender os cerca de 6 mil habitantes do município.

 Em reunião com o governo do Estado e os prefeitos do Araguaia, o Prefeito disse que Silval Barbosa (PMDB) não indicou nenhuma solução para o grave problema.

Agencia da Noticia

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