“Rejeitados agonizam em beira de estrada e locais insalubres de Mato Grosso e pedem ‘socorro’

Cerca de 300 famílias estão agonizando em Mato Grosso.  Elas foram expulsas da área que ocupavam e que foi declarada pela Justiça como território dos índios xavantes – a Terra Indígena Marãiwatsédé, na região do Vale do Araguaia. Tratadas como invasores, foram rejeitadas e  se dizem desamparados pelo Governo Federal, que prometeu realocá-los em projetos agrários no Estado. Atualmente, as famílias estão alojadas em locais insalubres e ate mesmo às margens da BR 158 sem nenhuma ajuda.   Líderes se reuniram com o governador Silval Barbosa e pediram socorro.
O quadro é devastador. Após oferecerem resistências e ameaçar permanece na Gleba Suiáa Missu, como era chamada a Terra Indígena, as famílias aceitaram deixar o local ante a força militar destacada pelo Governo Federal para cumprimento da medida judicial. Hoje, pelo menos s 170 famílias estão distribuídas em barracas de lona improvisadas.
A gente também espalhada por  barracão da igreja e uma parte no loteamento doado pela Prefeitura de Bom Jesus do Araguaia. A contabilidade da liderança mostra ainda outras 115 famílias estão alojadas no Colégio Agrícola de Alto Boa Vista; 50 famílias estão acampadas em Canabrava do Norte; 35 famílias no centro comunitário do Espigão do Leste/São Felix do Araguaia, e cerca de 10 famílias em Querência.
 A área se transformou em mais um  foco de tensão permanente no campo em Mato Grosso. As respostas para o problema criado são lentas. O próprio Ministério Público Federal, que patrocinou as ações para retirada das famílias da Terra Indigena Marãiwatsédé, admite que as situação é  preocupante.
Em ofício  pediu providências ao superintendente do Incra em Mato Grosso, Valdir Mendes Barranco, e ao presidente do Incra, Carlos Guedes de Guedes, que adotem todas as medidas necessárias para o cadastramento das pessoais que estão “acampadas ilegalmente” na rodovia BR 158, dentro da Terra Indígena Marãiwatsédé, e que possuem perfil para ser beneficiário da reforma agrária ou de outros programas de fomento à agricultura familiar.
Atendendo ainda a  uma petição do Ministério Público Federal, a Justiça Federal proferiu decisão determinando a expedição de mandado de reforço de desocupação para a retirada das pessoas que estão acampadas dentro da terra indígena. A Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e a Força Nacional de Segurança deverão prestar auxílio total e irrestrito.
O governador Silval Barbosa, durante encontro com líderes das famílias desalojadas da área,  incumbiu o prefeito de Alto Boa Vista, Leuzipe Domingues, de levantar com precisão o número de famílias em situação precária. O chefe do Executivo antecipou que tem mantido conversas com a Caixa Econômica Federal a fim de equacionar uma formatação capaz de atender os produtores interessados em estabelecer moradia na área urbana, neste caso, a saída seria a construção de conjuntos habitacionais.
Já as famílias interessadas em permanecer na zona rural, Silval se comprometeu em formar um grupo de trabalho com o Incra  para identificar novas áreas para o assentamento.   Segundo o relato do presidente da Aprosum, Renato Teodoro,  a maior dificuldade enfrentada pelas famílias é a falta de moradia.  A reunião foi articulada pelo deputado Baiano Filho. 24 Horas News

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