Reuniões apresentam viabilidade econômica de armazéns em cooperativa

A viabilidade econômica e financeira da opção de armazenagem em cooperativa foi apresentada pelo superintendente do Imea. Ascom Aprosoja

Organizações sustentáveis e eficientes que preservam a individualidade do produtor podem gerar renda e soluções aos produtores com economia de escala. Essa é a aposta do programa Incubadora de Cooperativas do Agronegócio que está sendo apresentado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja) em seis reuniões sobre cooperativismo e armazenagem em municípios do interior do estado.

Segundo o gerente de planejamento da Aprosoja, Cid Sanches, a economia de escala, que visa o aumento da produção sem um aumento proporcional no custo de produção, torna-se mais acessível através da união e do compartilhamento de ativos e serviços, o que também pode blindar os produtores de riscos individuais. “Nos dados que temos é possível demonstrar, por meio de números, as vantagens de um produtor cooperado. A rentabilidade pode chegar a ser 44% maior que a de um produtor isolado.”

Como criar uma cooperativa e os passos iniciais para organização são tópicos das reuniões, além dos modelos de sociedade, dando ênfase na comparação entre dois tipos: Cooperativas e Sociedade Mercantil. O contexto do estado, as características em comum, como história, modo de operação e recursos econômicos, também são considerados como pontos iniciais para a organização em cooperativa.

Armazenagem – A viabilidade econômica e financeira da opção de armazenagem em cooperativa foi o foco da fala do superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária  (Imea), Otávio Celidonio. Ele apresentou as vantagens e desvantagens da construção de um armazém, além dos objetivos do Plano de Construção de Armazenagens (PCA), sobre prazos, juros, fontes de recursos, público e critérios.

Para exemplificar, Celidonio apresentou um modelo de organização para construção de um armazém de 60 mil toneladas, com dois tombos por ano, um de soja e outro de milho, e capacidade para atender 20 produtores, com áreas de cultivo de mil hectares cada. O investimento inicial seria de 25,8 milhões, com prazo de 15 anos para pagar e juros de 3,5% a.a. Ainda segundo o superintendente, uma opção para redução dos custos seria utilizar lenha de eucalipto de reflorestamento para abastecer as caldeiras que mantêm o funcionamento do silo ou armazém. Assim, plantando talhões de 250 m3/ha de eucaliptos a cada ano, a partir do sexto ano o armazém seria autossuficiente em energia, o que geraria uma redução nos custos operacionais, pois a energia corresponde 26% desses custos.

I Fórum Incubadora de Cooperativas do Agronegócio – As discussões sobre a organização de cooperativas, entre outras, serão amplificadas no lançamento do programa que acontece durante o I Fórum Incubadora de Cooperativas do Agronegócio, no município de Primavera do Leste, nos dias 29 e 30 de novembro, realizado pela Aprosoja e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

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