Riva minimiza projeção de Taques como pré-candidato

Para deputado, só base política sólida constrói candidatura majoritária forte

O deputado estadual José Riva (PSD) minimizou a projeção e o crescimento do nome do senador Pedro Taques (PDT) como eventual candidato de oposição ao Governo do Estado, nas eleições de 2014.

Em entrevista no último domingo (17) ao programa”Conexão Poder”, na TV Rondon (SBT), o parlamentar afirmou que, neste momento, a tendência de uma candidatura de oposição ao governador Silval Barbosa (PMDB) é ganhar espaço.

“Lógico que qualquer candidatura de oposição ganharia musculatura agora. Mas, da mesma forma que ganha, perde. Eu entendo que os partidos de situação, unidos, têm força para ganhar a sucessão, independentemente de quem seja o candidato. Temos bons, e fortíssimos, nomes surgindo”, avaliou.

A base de sustentação do Governo é formado pelo PMDB, PSD,PR e PT.

Para Riva, candidaturas majoritárias devem ser construídas com uma base política sólida – o que não tem acontecido com o grupo aliado ao senador Taques.

“Acho que a candidatura majoritária vai ser discutida com muito mais ênfase no início do ano que vem. Ainda assim, eu sempre digo que não se faz política sem base. Se olharmos a base dos partidos aliados, ela é muito forte. Logicamente que qualquer candidatura se constrói com um nome que tem o mínimo de credibilidade”, disse.

“Agora, se formos olhar a base política da oposição, você vai ver que é uma base muito frágil. O processo político acontece nesse sentido. Eu já vi muita gente que ganhava eleição com um ano de antecedência, mas acabou perdendo por falta de base sólida e agregação”, afirmou.

Riva, no entanto, ponderou que a atuação de Pedro Taques no Senado não pode ser “desconsiderada”.

“Vou esquecer o lado político, não posso pessoalizar e querer fazer uma discussão pequena. Eu diria que o senador tem sido ativo. Eu acho que ele tem seus méritos como senador, em que pese que tanto os senadores, como os deputados federais, perderam muito espaço para outros Estados, deixando de abocanhar investimentos para Mato Grosso para fazer a grande transformação que o Estado precisa”.

Decisão de Silval e Blairo

Durante a entrevista, o parlamentar avaliou a permanência, ou não, do governador Silval Barbosa no cargo, até o final do mandato. Nos bastidores, o comentário é de que ele poderá renunciar e concorrer ao Senado. Ele tem até o início de abril para anunciar sua decisão.

“Eu tenho que deixar minha amizade de lado e ser um pouco mais profissional. Lógico que ele tem que fazer uma avaliação… Há um movimento no Estado que começa a reconhecer o que ele tem feito. Eu sou favorável que essa avaliação ocorra no momento certo. Talvez seja esse um dos entraves para uma discussão maior do projeto majoritário. A partir do momento que definir por sua permanência ou renúncia, o quadro clareia”, disse.

 O parlamentar também elogiou o nome do senador Blairo Maggi (PR), ex-governador por dois mandatos (2003-2010) como eventual candidato ao Governo.

“O senador não é um nome que pode ser desprezado. Ele fez muito pelo Estado e, naturalmente, é bem articulado. É uma candidatura muito forte, com condições de ganhar o Governo. Não tenho dúvidas disso”.

Julier

Outro nome avaliado por Riva foi o do juiz federal Julier Sebastião da Silva. Considerado a “noiva da vez”, e cotado para concorrer ao Governo do Estado, o magistrado tem conversado com o PT e o PMDB e, no mês de setembro, visitou o gabinete de Riva e do também deputado estadual Mauro Savi (PR).

“Temos que olhar a conjuntura. Eu discuto política ciscando para dentro. Acho que o partido não pode vetar ninguém. Todos aqueles que vetaram se deram mal. Eu não tenho discutido política com Julier, que já afirmou que discutirá no momento adequado. Mas é um nome que tem sido considerado. Essa aproximação, entre nós, acaba surgindo, ele foi a Assembleia falar da questão indígena, agrária, ambiental e logística e isso, naturalmente, constrói uma relação”, pontuou. ISA SOUSA Mídia News

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