Ruralista diz que MT arrecada R$ 700 milhões de Fethab, mas não aplica devidamente

O pecuarista João Batista Gouveia Neto, atual presidente da Comissão de Pecuária, da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) em recente entrevista a Rádio Club de Cáceres – a 210 quilômetros Oeste de Cuiabá – criticou duramente o Governo do Estado, apontando que apenas a criação de gado gera anualmente cerca de R$ 700 milhões, decorrentes de recolhimentos de taxas como – Fabov, Fesa e Guia de Transporte de Animais (GTA). E, que esse montante arrecadado não está sendo aplicado conforme deveria. Mais adiante ironizou, afirmando que talvez essa quantia tenha como destino a tal “conta única”.
Neto Gouveia, como é conhecido e que atualmente ocupa o cargo de secretário de Governo na administração municipal em Cáceres, ainda na mesma entrevista chegou a “profetizar” que Mato Grosso poderá passar por um enorme fiasco, referindo-se  as obras da Copa do Mundo de 2014.>>>
Ele disse que a diretoria da Famato já teria dado “puxão de orelha” no governo quanto à destinação das verbas recolhidas pelo Fethab e a aplicação desse dinheiro em melhorias das estradas nos municípios. “Trata-se de uma quantia aproximada de R$ 700 milhões anuais, e que se poderia fazer muitos serviços, melhorar a trafegabilidade nas estradas, ou seja, devolver em serviços os tributos recolhidos, pois afinal foi para esse fim que se criaram essas taxas” observou.
Na  mesma entrevista o líder ruralista  revelou-se otimista quanto a exploração da jazida de minério situada na Serra do Caetés, no município de Mirassol do Oeste na divisa com Cáceres, próximo a localidade conhecida como “Entroncamento do Cacho”. Gouveia  acredita que a exploração desses recursos minerais irá provocar impulso na economia de toda a região Oeste de Mato Grosso, que tem na criação de gado a sua principal atividade econômica.

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