São José do Xingu está entre as escolas estaduais com as piores notas conforme o ENEM

De acordo com os dados divulgados pelo MEC (Ministério da Educação) no último dia 22,  em Mato Grosso, nove das dez escolas com as piores notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011 são estaduais. Conforme o balanço, a instituição de ensino médio com a menor pontuação é a Estadual Irene Gomes de Campos, localizada no bairro Figueirinha, em Várzea Grande.

Segundo a listagem nacional, a escola obteve média de 428,8 pontos. Ainda em relação ao ranking, o Sistema de Educação São Benedito, em Cuiabá, é a instituição particular com a média mais baixa de Mato Grosso, somando 443,1 pontos no Enem do ano passado. Também estão na lista escolas estaduais das cidades de São José dos Quatro Marcos, São José do Xingu, Nossa Senhora do Livramento, Poxoréu, Apiacás, Alto Garças e Rondonópolis.

De acordo com o secretário de Estado de Educação, Ságuas Moraes, os baixos índices se devem a algumas desvantagens existentes entre o sistema público e a rede privada e federal de ensino. Conforme o profissional explica, atualmente, a grande maioria das instituições privadas e federais em Mato Grosso que atende o ensino médio possui período de aula integral, situação que não é vivenciada na rede pública. “Se compararmos este fator, o setor público de ensino sai em desvantagem. Atualmente, o período de aula nas escolas públicas compreende cerca de 4 horas. Já nas escolas particulares, este tempo é o dobro”, comenta Moraes, que anunciou que a proposta em obter escolas estaduais com o ensino médio integral está sendo estudada.

Outro fator destacado pelo secretário foi em relação ao sistema profissionalizante que ainda não é empregado totalmente no sistema público escolar. Segundo Moraes, os estudantes da rede estadual de ensino necessitam de um incentivo para permanecer nos bancos escolares e o sistema de profissionalização é uma das propostas. Ele informou que hoje, inúmeras escolas públicas já possuem o sistema, porém o mesmo não é operacionalizado de forma total devido às deficiências em equipamentos, estruturas, e outros problemas. “Há locais no Estado em que há espaço para os laboratórios, porém os equipamentos ainda não foram entregues”.

Ságuas Moraes explicou que entre os dias 29 e 30 de novembro, os secretários estaduais de Educação do país se reúnem em um congresso para discutir melhorias para o ensino médico público. De acordo com ele, a apresentação de projetos é uma das exigências do ministro da Educação, Aloizio Mercadante. “Esta é uma orientação nacional, já que as dificuldades em relação ao ensino médio são percebidas em todos os estados brasileiros”.

agenciadanoticia.

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