Semeadura de milho deve terminar nesta semana em Mato Grosso

Apesar de redução na área e na produtividade nesta safra, o mercado do cereal tem mostrado melhora/Ascom Aprosoja

Com a melhora no regime de chuvas e progressão no ritmo da colheita da soja, as plantadeiras puderam retornar às lavouras e a semeadura do milho alcançou 91% da área esperada para a safra 2013/14 até sexta (08). Espera-se que nesta semana, seja finalizado o plantio dos 3,24 milhões de hectares de milho esperados para a segunda safra.

A região Norte é a que tem a semeadura mais adiantada, com 93,26% da área, a região Leste, logo em seguida, colocou o grão em 90,32% das lavouras, e as regiões Oeste e Sul, ambas, têm 89% da área semeada. Apesar da recuperação no plantio, segundo estimativas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), mais de 800 mil hectares de milho estão fora da “janela” considerada ideal para plantio, até 25 de fevereiro, que fornece as condições climáticas mais favoráveis para desenvolvimento do grão.

O plantio fora da janela e o preço do milho na época de planejamento das lavouras são os dois principais fatores que influenciam na produtividade esperada para esta segunda safra, de 87,6 sacas por hectare, uma queda significativa frente as 101 sacas por hectare da safra passada.

“O investimento mais baixo em insumos e o plantio de algumas áreas fora do período mais apropriado, que deixa o milho mais suscetível ao clima, causam uma estimativa de queda na produtividade. Mas esses números podem ser alterados de acordo com a progressão das lavouras e do clima”, explica Nery Ribas, diretor técnico da Aprosoja.

Com a redução de área e queda de produtividade, o volume de produção esperado é de 17 milhões de toneladas de milho, cinco milhões de toneladas a menos que na safra anterior, onde Mato Grosso bateu o recorde de produção, seguido por problemas logístico e de excesso de oferta que fizeram o preço do cereal despencar.


Mercado –
 Ainda com as incertezas em torno do mercado do milho, a temporada 2013/14 está com apenas 5,4% da produção comercializada, o equivalente a 912 mil toneladas. No mesmo período, na safra passada, cerca de 3,57 milhões de toneladas já estavam comprometidas. Apesar disso, segundo o Imea, há uma inversão de cenários, com expectativa de melhora nas cotações do cereal, com possibilidade de melhora no lucro do produtor, o que minimizaria as perdas sofridas na temporada anterior.


Clima –
 O risco do plantio fora da “janela” ideal neste caso não é a chuva em excesso, e sim a falta dela. Em abril, termina a estação chuvosa no Estado e o milho semeado fora do prazo pode ser prejudicado pela falta de água, podendo gerar queda da produtividade.

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