Servidor estupra criança após atraí-la com guloseimas em MT, diz polícia

Servidor público de 59 anos foi preso nesta quarta-feira durante o trabalho.
Segundo delegado, ele oferecia dinheiro e doces para menina e irmãos dela.

A polícia prendeu nesta quarta-feira (5) um servidor da Secretaria de Obras de Cuiabá, de 59 anos, suspeito de estuprar uma menina de 11 anos, na capital. Durante a investigação, foi descoberto que ele oferecia guloseimas e dinheiro à criança e aos irmãos dela para se aproximar e manter relações sexuais com a vítima, que morava perto da casa dele, no Bairro Jardim Presidente 2.

“Ele tentava ganhar a confiança da vítima dando chocolate e dinheiro para comprar refrigerante, doces”, contou o delegado Eduardo Botelho, da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica).

Conforme a polícia, em fevereiro deste ano, a menina foi convidada pelo suspeito a entrar na casa dele e, desta vez, ele teria a obrigado a beijá-lo e a praticar sexo oral nele. “Os vizinhos viram ela entrando na casa dele e demorado a sair. Daí foram até lá para ver o que estava acontecendo. Ele percebeu e ele pediu que ela vestisse a roupa rápido e os vizinhos ouviram ele dizendo isso”, afirmou.

Os vizinhos contaram para os pais da menina o ocorrido. Os pais da criança procuraram a polícia e denunciaram o crime, que começou a ser investigado.

A intenção do servidor, segundo o delegado, era conquistar a confiança dos irmãos para se manter mais perto da menina. Depois de concluir as investigações, a polícia pediu a prisão do suspeito, que atuava como assistente de engenharia naquela secretaria, e a Justiça determinou a prisão preventiva. Ele foi conduzido para o Centro de Ressocialização de Cuiabá.

Por meio de nota, a prefeitura informou que o servidor ainda não foi condenado pelo crime e que lamenta a prisão. “Por se tratar de suspeita de crime ocorrido fora do seu local de trabalho, não há nenhuma medida legal ou administrativa que possa ser tomada pela administração municipal até que o caso seja definitivamente esclarecido pela Justiça, conforme o que determina a Lei Complementar 93/2003, conhecida como Estatuto do Servidor Público”, diz parte da nota.

À polícia, ele negou o crime. “Ele disse que não convidou ninguém para entrar na casa dele e que as crianças entraram lá porque queriam”, afirmou. Ele morava sozinho na residência onde ocorreu o crime. G1.MT

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