Servidor público atira em filho de 2 anos após desentendimento em MT

Homem de 49 anos não aceitaria fim do relacionamento com a ex-mulher.
PM diz que homem atirou na boca da criança e se matou em seguida.

Um homem de 49 anos atirou no próprio filho de 2 anos de idade durante a tarde deste domingo (8) no Bairro do Porto, em Cuiabá. De acordo com informações do Centro Integrado de Operações Policiais (Ciosp), a criança estaria passando o fim de semana com o pai, na casa dele. Ele teria tido um desentendimento com familiares do menino. Durante a noite, a mãe foi buscar a criança e encontrou o filho ferido e o ex-marido morto.

O caso foi registrado por volta de 13h [horário de Mato Grosso], em uma residência que fica na Avenida Senador Metelo, no Porto, bairro tradicional da capital mato-grossense. Ao G1, a Polícia Militar informou que o suspeito havia separado recentemente da mulher e não aceitaria o fim do relacionamento. O menino passava o final de semana com o suspeito.

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) disse ao G1 que a ex-mulher ligou várias vezes para o servidor e o celular estava desligado. O pai atirou contra a criança e se matou sem seguida, conforme acredita a Polícia Civil.

Já que não conseguiam contato com o servidor, familiares foram até a casa dele durante a noite de domingo. A residência estava com as luzes apagadas e o ex-marido havia deixado a televisão e o rádio ligados, com um volume alto. A mulher encontrou o corpo do filho e do ex-marido. Acreditando que o filho estava morto, a mãe tocou a criança e o menino tossiu.

A família socorreu o menino até o Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC). Análises preliminares da DHPP feitas no corpo do ex-marido mostram que os tiros possam ter sido efetuados no começo da tarde. A criança sobreviveu após oito horas, até ser encontrado pela mãe.

G1 entrou em contato com a assessoria da unidade, no entanto, não teve retorno sobre o estado de saúde da criança. A princípio o menino estaria passando por uma cirurgia de emergência. Conforme a Polícia Civil, o tiro na criança foi efetuado na boca e atravessou o queixo do menino. Já o pai se matou com um tiro na cabeça.

Na casa os policiais encontraram uma carta escrita pelo servidor. No documento ele dizia que ‘tentou ser um bom pai e um bom marido’, mas justificou que possuía problemas de relacionamento com a família da ex-companheira. O homem trabalhava como servidor público e era voluntário em uma igreja da capital.

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