Serys diz que governo Silval é criticado porque tem falhas graves e não vê antecipação da agenda eleitoral

Serys Marli foi convidada pelo PTB para se filiar e ser candidata ao Senado da República, em 2014

Com um pé no PTB, a ex-senadora Serys Marli Slhessarenko (ex-PT) afiram que suas críticas ao governo Silval Barbosa não é em nome do partido, mas, sim, em defesa da população de Mato Grosso. Porém, não considera crítica, mas apenas constatação de que falhas graves estão acontecendo na atuação do governo de Mato Grosso.

Serys não aceita a tese do governador Silval Barbosa (PMDB) propalada nas últimas semanas dando conta de que “alguns estão tentando antecipar a agenda eleitoral com ataques sem fundamento” ao seu governo.

“Se existem críticas é porque existem problemas. E, aliás, alguns são muito graves”, assegura ela. “Não é Serys nem o PTB quem critica o governo, mas a população em geral. Basta avaliar a quantas andam as deficiências da saúde, da segurança e da educação”, pontua Slhessarenko.

Na saúde, por exemplo, Serys crê que falta administração correta. “Existe muito dinheiro, sim, na saúde, mas falta gestão”, diz ela, que não aceita a tentativa do Palácio Paiaguás de transferir a responsabilidade para as Organizações Sociais de Saúde (OSS), como ocorreu com a Central de Abastecimento de Insumos de Saúde – a popular ‘Farmácia de Alto Custo’.

“As atitudes do governo são fracas para solucionar os problemas. Quem contratou as OSS foi o governo, então, a responsabilidade pelas falhas, também é do gestor”, denuncia Serys, com a experiência de mais de 20 anos com mandato no Poder Legislativo – três na Assembléia Legislativa de Mato Grosso e um no Senado da República.

A ex-senadora pelo PT evita falar do seu antigo partido, onde teve batalhas viscerais contra o chamado Campo Majoritário, dominado pelo ex-deputado federal Carlos Abricalil e deputado estadual Alexandre Cesar. Ela opta por comentar com entusiasmo o futuro que lhe espera no PTB.

“Fui convidada pelo [Luiz Antônio] Pagot para ingressar no PTB e estou 99% decidida [a filiar], mas não tem data ainda”, afirma. Serys pediu ao PTB para lhe assegurar a condição de disputar um novo mandato de senadora e recebeu o respaldo da legenda.

O próprio presidente do PTB, ex-prefeito Chico Galindo, com Luiz Pagot estão organizando “o ato público de filiação” para receber Serys e aproximadamente 200 líderes de diferentes segmentos. Ela só não revela quando será a festa.

Todavia, com a língua ferina de sempre, aproveita para alfinetar o PT e o PMDB. “Ao contrário de outros partidos, o PTB não tem ‘dono’. Ninguém manda sozinho. Estamos trabalhando na reconstrução do PTB”, afiança ela.

Serys participou dos encontros regionais do PTB em Campo Verde, Rosário Oeste, Tangará da Serra e, neste final de semana, em Lucas do Rio Verde.

A reportagem do Olhar Direto tentou contato insistentemente, por telefone, com os secretários Pedro Nadaf, chefe da Casa Civil, e Carlos Rayel, de Comunicação Social, para responder às críticas da ex-senadora Serys, mas não obteve êxito.

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