Silval nega ter endividado Estado, enaltece obras e lembra que MT estava muito pior em 2003

Sem esconder a irritação com a insistência de setores da oposição em acusá-lo de endividar Mato Grosso “pelos próximos 30 anos”, o governador Silval Barbosa (PMDB) assegura que irá entregar o comando do Palácio Paiaguás numa situação muito melhor que a verificada em 2003, quando se iniciou o primeiro governo Blairo Maggi. Quando fechar seu mandato, em dezembro de 2014, a dívida global de Mato Grosso estará entre R$ 6 bilhões e R$ 6,55 bilhões, dependendo dos juros e da variação do dólar, o que representará menos de metade da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2015 – projetada em R$ 14,5 bilhões.

Como as críticas mais contundentes ao endividamento partem do deputado federal Nilson Leitão, presidente estadual do PSDB, o governador recordou do período tucano. “Situação grave mesmo foi enfrentada pelo Blairo [Maggi], quando começou o governo em 2003. Mato Grosso devia quase R$ 6 bilhões e tinha um orçamento inferior a R$ 2,55 bilhões”, argumenta ele. “Agora, vamos deixar um valor que não corresponde sequer à metade [da arrecadação anual], num quadro muito mais favorável”, pondera o governador.

Numa avaliação do próprio mandato, Silval lembra que pagou R$ 5 bilhões em dívidas desde de março de 2010 e que emprestou R$ 4 bilhões para as obras da Copa do Pantanal Fifa 2014, MT Integrado e Programa de Pontes (Pro-Ponte), entre outros. “Vamos deixar como legado obras que servirão Mato Grosso por décadas, como rodovias novas e o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) para a Grande Cuiabá”, justifica ele.

Silval Barbosa recorda que, em 2003, o PIB de Mato Grosso era de US$ 22 bilhões e que, em 2014, será de R$ 76 bilhões, e com a produção em alta.

Praticamente 90% das dívidas contratadas por Mato Grosso, segundo Silval, tem juros subsidiados e podem ser pagas em 30 anos. A maior parte é com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além de outras instituições públicas, como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco da Amazônia (Basa).

Barbosa cita que Mato Grosso conquistou crédito para contratar novos financiamentos graças à ousadia do seu governo em refinanciar cerca de R$ 1 bilhão das dívidas em dólar, junto ao Bank Of America, que representa menos de metade dos juros praticados pela União, baseado no Índice Geral de Preços para a Indústria (IGP-DI). Olhar Direto

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