Simpósio Hidrovias Brasileiras vai discutir viabilidade de navegação

Evento em Brasília apresentará as condições de navegação nas hidrovias dos rios Madeira e Tocantins. Ascom Aprosoja

Desenvolver a matriz hidroviária no Brasil é uma necessidade urgente. Para dar sequência na discussão deste tema, será realizado em Brasília, na próxima terça (12), o II Simpósio de Hidrovias Brasileiras, que vai discutir a importância deste modal de transporte para o país, as condições de navegação na hidrovia do Rio Madeira e hidrovia do Tocantins. Esta edição do simpósio é realizada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), e conta com o apoio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e Movimento Pró-Logística.

 A hidrovia é o caminho mais barato para o escoamento da produção agrícola do país, mesmo assim, de acordo com a Antaq, as hidrovias transportam apenas 4% das cargas nacionais. O país tem 63 mil quilômetros de rios. Destes, 43 mil são navegáveis, mas 27,5 mil ainda não têm sido efetivamente utilizados.

 O simpósio será dividido em dois grandes painéis, que vão discutir as condições de navegação das hidrovias dos Rios Madeira e Tocantins. De acordo com o presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro, o controle da água das hidrelétricas Santo Antônio e Jiral, em Porto Velho (RO), tem dificultado a navegação no Rio Madeira. “Temos um rio com enorme potencial de navegação para o ano todo, porém a gestão da água destas hidrelétricas não permite usarmos esta dádiva. Precisamos ter um equilíbrio para beneficiar a navegação”, lembrou Fávaro.

 Neste ano, a hidrovia do Rio Madeira deve transportar cerca  quatro milhões de toneladas, esse número poderia ser maior se não fosse a oscilação do volume de água no tempo da seca.

 Outra opção de economia no escoamento da safra de grãos é a utilização da hidrovia do Rio Tocantins. Para o diretor executivo do Movimento Pro-Logística, Edeon Vaz Ferreira, a região do Vale do Araguaia e o estado do Pará seriam diretamente beneficiados com esta saída para os portos do norte. “É preciso realizar o derrocamento (remoção das pedras para viabilizar a navegação) do Pedral do Lourenço, e isso vamos discutir neste simpósio”, destacou.

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