Termina após quatro meses maior greve de professores da UFMT

Os professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) cederam à queda de braço com o Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes) e, por maioria dos votos, suspenderam a maior greve da história da instituição. Em assembleia nesta quarta-feira (19) o fim da greve foi confirmado por 89 professores. Outros 36 votaram pela continuidade da greve. Houve ainda três abstenções.

Ao todo, os professores ficaram 126 dias parados. No último domingo (16), a Andes encaminhou um comunicado para as 13 instituições de ensino superior que ainda estavam paralisadas declarando o fim dos movimentos grevistas.

Na última semana, quando as grandes universidades do país decidiram retornar às aulas, os professores da UFMT resistiram e mantiveram o movimento encabeçando um filão das instituições que se posicionaram de forma contrária à desmobilização. A greve chegou a contar no início com a adesão de 57 das 59 universidades federais do país. Mesmo encerrada, o movimento ainda vai deixar reflexos. “Existem professores que acreditam que ainda há espaço para a luta. Temos questões locais que já foram encaminhadas à direção da UFMT e que precisam ser analisadas”, revelou o membro do Comando de Greve Local, Maurélio Menezes.

Os professores votaram ainda a data de retorno às aulas. A data definida por eles foi o dia 1º de outubro, uma segunda-feira. Ouvido pelo G1, o vice-reitor da instituição, Francisco Souto, disse que as aulas iriam retornar ao normal já a partir da próxima segunda-feira (24). Nesta quinta-feira (20), o órgão máximo da universidade, o Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão (Consepe) vai definir como será realizado o processo de reposição das aulas, uma exigência do Ministério da Educação (MEC).

Movimento grevista
A greve dos professores da UFMT começou no dia 17 de maio e afetou diretamente 20 mil alunos. Na última assembleia, 65 professores votaram pela continuidade da greve e outros 29 pelo fim da paralisação. Não houve abstenções. Os professores da UFMT disseram que irão retornar às aulas, mas irão continuar a lutar contrao projeto em tramitação no Congresso Nacional que trata da reestruturação da carreira dos profissionais.

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