Trabalhadores assentados interditam quatro trechos de rodovias em MT

Segundo a PRF, mais de 2 mil pessoas protestam nas rodovias nesta terça.
Pontos bloqueados são na BR-070, BR-158 e BR-364.

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Assentados (MTA) e Movimento de Luta Pela Terra (MLT) bloqueiam desde o início desta terça-feira (28) quatro trechos das rodovias federais BR-070, BR-158 e BR-364. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ao menos, 2.500 trabalhadores participam da manifestação, que ocorre de forma pacífica. Eles reivindicam a saída do superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Mato Grosso, Salvador Soltério de Almeida.

Os trechos bloqueados são na BR-070, no km 16, em Barra do Garças; na BR-158, no km 642, próximo ao trevo de Campinápolis. Também estão interditados, segundo a PRF, dois pontos da BR-364, sendo no km 269, em Pedra Preta, e o outro na saída de Rondonópolis. Os manifestantes permitem apenas a passagem de carros oficiais e ambulâncias.

Com faixas, tocos e pneus, os grupos estão bloqueando os pontos desde às 8h [horário local] e devem realizar a liberam do trânsito de veículos a partir das 11h [horário local]. Depois, retomam o bloqueio às 14h, com previsão de liberação da pista às 17h, conforme um dos coordenadores do MTA, José Raimundo Farias dos Santos.

Ele ressalta que a reivindicação do grupo é pela saída do superintendente, que não estaria cumprindo com as demandas da reforma agrária no estado e requer mais agilidade nos processos. “O nosso trabalho é lutar pelas pessoas. Tem muitas famílias acampadas na beira da rodovia porque não foram assentadas. É perigoso, não é confortável, então temos que pedir o que temos de direito. Vamos lutar por essas famílias”, afirmou.

Entre os manifestantes estão crianças, mulheres e idosos. Na segunda-feira (20), os travbalhadores bloquearam três trechos das rodovias, sendo na BR-070 e na BR-364, reivindicando a mesma pauta. “Desde o nosso último bloqueio não tivemos nenhuma resposta, não fomos chamados para reunião”, disse o coordenador.

O G1 tentou, mas não conseguiu contato com a assessoria do Incra. O superintendente do Incra, Salvador Soltério de Almeida, já havia declarado ao G1 que não sabe o motivo que leva os trabalhadores a exigerem a saída dele do cargo. “Eu faço o meu serviço, conforme deve ser feito. Não posso fazer além do que a lei permite. Realmente não sei do que eles estão reclamando”, afirmou o superintendente.

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