Trabalhadores do MST bloqueiam BRs em MT e cobram assentamento

Integrantes do Movimento Sem Terra (MST) bloquearam nesta segunda-feira (25) as BRs 364 e 070, em Rondonópolis e Tangará da Serra, a 218 e 242 quilômetros de Cuiabá. Eles reivindicam o assentamento imediato de cerca de 10 mil famílias que encontram-se acampadas em locais precários, além da retomada das terras públicas pertencentes à União. Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estão no local para tentar controlar o trânsito.

“Queremos um diálogo com o governo e o bloqueio não irá terminar enquanto não houver resposta”, disse Paulo César Moreira, da coordenação da Pastoral da Terra. Ele disse que há situações gravíssimas no campo e que precisam urgentemente serem discutidas junto ao governo federal, principalmente.

Em documento divulgado nesta segunda, os manifestantes cobram a desintrusão de quatro terras indígenas, sendoa Urubu Branco, em Confresa; Manoki, em Brasnorte; Juruna, em São José do Xingu, e da Jarudori, em Poxoréo. Eles também pedem a demarcação de cinco áreas indígenas e a criação de uma nova reserva indígena.

Investimentos em infraestrutura constam da pauta dos trabalhadores, que reivindicam a recuperação e abertura de estradas; construção de pontes, poços artesianos, redes de distribuiição de água, rede de distribuição de energia do programa Luz para Todos, bem como a implantação de espaços de convivência e parques de lazer nos assentamentos.

Outra reivindicação é a desburocratização do acesso aos créditos, fomento, habitação, assistência a todas as famílias assentadas, apoio às políticas de economia solidária e fornecimento de cestas básicas de acordo com a reivindicação de cada movimento social e pastorais, além da manutenção da distribuição das cestas básicas.

Ainda faz parte da lista de reivindicações investimentos em educação e saúde. Entre elas a construção, ampliação, reforma de laboratórios, bibliotecas, sala de vídeos, além de quadras cobertas e parque infantil. Eles reclamam da falta de professores no campo e pedem que as escolas rurais não sejam fechadas.

Na área da saúde, os manifestantes reivindicam a implantação de postos do Programa de Saúde da Família em todas as áreas dos assentamentos. Outro item da pauta é a contratação de agentes de saúde;  aquisição de veículos para atendimento dos PSFs e o fortalecimento das práticas de medicinas alternativas. G1.Com

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