Trecho da BR-364 cede e causa riscos aos motoristas em Mato Grosso

Parte da pista recém-construída da BR-364/BR-163, na região da Serra da Caixa Furada, localizada no município de Nobres, distante 151 km de Cuiabá, apresentou rachaduras e começou a ceder por instabilidade do terreno, no ínicio desta semana. O buraco que abriu na estrada tem quase dois metros de profundidade, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o que tem gerado riscos aos motoristas que trafegam na região.

O trecho da rodovia está sendo duplicado, porém, a obra ainda não foi finalizada. O trânsito no local já havia sido liberado há 40 dias, quando as rachaduras começaram a aparecer. Por conta disso, a empreiteira responsável pela obra interditou parte da estrada e os veículos estão transitando em meia pista.

A Serra da Caixa Furada possui 9 km de extensão e está localizada entre o município de Nobres e o Posto Gil, no Km 580 da BR-163. A duplicação da serra está dentro do escopo de trabalho das obras no trecho 45 km da BR 364, que liga Rosário Oeste a Diamantino. A obra, que foi licitada em 2010 pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) a um custo total de R$ 227 milhões, deveria ter ficado pronta no primeiro semestre deste ano.

O superintendente regional do Dnit, Luiz Antônio Garcia, afirma que o problema começou há quase dois meses. De acordo com ele, o trecho já era comprometido por conta da natureza e do tipo do solo que envolve as duas pistas. “O problema ocorre numa encosta, onde há alguns meses a pista rachou e cedeu, bem no final do período de chuvas, em maio”, pontuou.

Conforme o superintendente, já foram feitos estudos geotécnicos e geológicos nessa região para uma possível recuperação e aplicação correta do asfalto. “O local foi isolado e está sendo monitorado. Nos próximos 15 ou 20 dias, teremos a recuperação do trecho”, completa. Segundo Garcia, a duplicação dos 45 km do trecho da BR 364 deve ficar pronta até o fim deste ano.

Fluxo

A BR 364 é a principal ligação do norte de Mato Grosso com o Pará e por ela passam cerca de 13 mil veículos por dia, segundo a PRF, sendo 80% caminhões e carretas, que transportam grãos, adubos, sementes e agrotóxicos. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) alerta para os prejuízos com possíveis interdições no local neste momento de escoamento da safra de milho.

O produtor rural e delegado da Aprosoja em Nova Mutum, Alessandro Uggeri reforça que, em condições normais, as rodovias já apresentam problemas. Uma interdição, porém, implicaria em maior custo para o produtor, que pode chegar ao consumidor final. “Qualquer interdição ou intervenção que tiver que ser feita terá reflexo direto no preço do frete ao produtor, sem falar nos perigos para quem trafega pela rodovia”. G1MT

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