União Europeia vistoria gado para abate em Nova Xavantina


Teve início na última quarta-feira, 7, missão da União Europeia para avaliar o funcionamento do Serviço Brasileiro de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (SISBOV) no País. A manutenção da administração da lista de propriedades habilitadas a fornecer carne para exportação ao bloco por parte do governo brasileiro dependerá de uma avaliação positiva dos auditores, que visitarão frigoríficos e fazendas até o dia 19 deste mês.

A lista é administrada pelo Brasil desde 15 de abril. Em sua última atualização, em fevereiro, 1930 propriedades foram consideradas aptas a vender gado para frigoríficos para embarque à União Europeia.

São Paulo e Goiás serão os primeiros estados a receber a vistoria da missão, já que nesta quinta-feira, 8, e sexta-feira, 9, os frigoríficos de Tatuí e José Bonifácio, respectivamente, receberão a equipe da União Europeia. Não será vistoriada nenhuma propriedade rural paulista.

Já em Goiás, que possui 450 propriedades habilitadas, serão realizadas visitas tanto em fazendas quanto em indústrias. O Estado do centro-oeste receberá a primeira vistoria no campo, agendada para esta quinta-feira, 08, na Fazenda Conforto, em Nova Crixás, que conta com 36 mil animais em confinamento na época de seca.

Na segunda-feira, 12, será a vez da Fazenda Floresta, em Nazário. Ambas foram auditadas pelo Mapa em 2011 e apresentaram todos os requisitos exigidos. “Estamos muito tranquilos quanto ao resultado. Das 64 vistorias realizadas pelo Mapa no Estado, apenas nove apresentaram inconformidades, sinalizando um índice muito baixo”, comenta a coordenadora do Sisbov de Goiás, Silvânia Reis. Já as visitas aos frigoríficos serão realizadas nos dias 15 e 16, nas cidades de Mineiros e Goiânia.

Assim como em Goiás, o Mato Grosso receberá auditores na produção e na indústria. A Fazenda Jaó, em Nova Xavantina, foi a selecionada para vistoria na sexta-feira, 9. No local, também é adotado confinamento para a terminação dos animais. Já a visita ao frigorífico está agendada para a próxima quarta-feira, 14, no município de Barra do Garça, no sudeste do Estado.

No Rio Grande do Sul, os auditores visitarão a triparia Kienast & Kratschner, no município de Portão, distante 60 quilômetros de Porto Alegre, na segunda-feira, 12. Conforme o fiscal federal agropecuário Ivo Costa, responsável pela inspeção de carne bovina no Estado, a indústria fornece tripas (ou envoltórios naturais) procedentes do Uruguai e Argentina e que são preparadas para embarque conforme as necessidades do cliente no RS. “Eles trabalham com a UE faz tempo e respeitam as diretrizes do bloco, portanto, não devem ter problemas”, salienta Costa.

A União Europeia não compra tripas do Brasil em razão do risco de encefalopatia espongiforme bovina (EEB), uma vez que o status nacional é de risco controlado. O País entrou com pedido de alteração deste status para insignificante na Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e, como foi aprovado nas duas primeiras etapas, tem grandes chances de obter o reconhecimento na assembleia mundial dos delegados da OIE marcada para maio em Paris, França. A escolha deste tipo de estabelecimento para vistoria pode ser um indicativo de que o Brasil poderá vir a fornecer o produto caso o status seja alterado.

Em Mato Grosso do Sul será vistoriada apenas uma propriedade, a Fazenda União, na cidade de Três Lagoas, na divisa com São Paulo, no dia 15. Devido ao período das águas, a fazenda mantém apenas 2,3 mil cabeças no pasto, mas em tempo de seca chega a confinar sete mil animais. A expectativa também é favorável, uma vez que após a vistoria da UE, realizada em 2008, o local recebeu elogios dos auditores.

“Na época os europeus gostaram do que viram, então estamos confiantes de que o Estado será bem representado e de que não teremos problemas quanto à rastreabilidade”, comenta Antônio Belarmino Machado Júnior, fiscal federal agropecuário da Superintendência Federal de Agricultura no MS. A propriedade já foi vistoriada pelo Mapa por dois anos seguidos, 2008 e 2009, quando foi considerada apta a encaminhar animais ao abate ao exterior.

 NotíciasNX

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