Urgente: Quadrilha que iria praticar assalto a banco em Querência é presa, e dois são mortos no tiroteio

Goiás é sede de uma nova e preocupante articulação de quadrilhas criminosas. A modalidade, chamada de Novo Cangaço, consiste na formação de bandos fortemente armados que escolhem principalmente as pequenas cidades e “fazem o verdadeiro limpa”, define o tenente-coronel Wellington Urzêda. Ele comandou, ontem, operação que culminou na prisão de dois indivíduos e morte de outros dois integrantes de quadrilha que vinha utilizando Goiânia para articular a logística de roubos a carros-fortes e bancos em outros estados. Ontem, o município da vez seria Querência, no Mato Grosso (MT), mas ação policial impossibilitou o fato.
A posição geográfica de Goiás, no centro do País, e a facilidade de fuga, por fazer divisa com vários Estados, são os elementos que favorecem a atuação destas quadrilhas. O grupo possuía armas altamente letais, inclusive uma sub-metralhadora Uzi, de fabricação israelense e versão mini do armamento utilizado pelo exército de lá, capaz de disparar 1,1 mil tiros por minuto. “Nem militar é autorizado a usar isso”, elucidou o major Costa Telles, que se espantou com os armamentos encontrados com a quadrilha.
O Comando de Missões Especiais da Polícia Militar recebeu informações na última sexta-feira (23) sobre a provável localização e atuação do grupo em Goiânia. O Serviço de Inteligência iniciou o rastreamento e identificou os pontos exatos. Na ocorrência de ontem, que mobilizou homens do Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer) e do Comando de Operações Especiais (COE), a PM agiu em dois locais. No primeiro, uma casa no Setor Garavelo, em Aparecida de Goiânia, foram encontrados dois homens, que, ao notarem a presença da polícia, fugiram em um camionete S-10.
A perseguição só terminou após confronto direto e com a morte dos dois indivíduos na estrada vicinal à GO-040, próximo a Guapó.
Na casa, foram apreendidas três escopetas, 76 munições calibre 12, duas pistolas, uma nove milímetros e outra 40 milímetros, do mesmo padrão utilizado pelas polícias Militar e Civil, além de um colete antibalístico, provavelmente furtado de alguma empresa de segurança, mais sete carregadores e as roupas de disfarce utilizadas pelo grupo durante as ações, que consistia em máscaras de palhaço e fardas com estampa do exército.
Para se ter uma ideia, a munição de uma pistola 40 milímetros, conforme o major Telles, possui alto poder de penetração, conseguindo, inclusive, perfurar um carro e atingir quem está dentro dele. As munições das escopetas são capazes, por exemplo, de paralisar o motor de qualquer caminhão ou carro-forte.
O tenente-coronel Urzêda informou que os mortos utilizavam identidades falsas, o que foi comprovado após a detenção dos outros integrantes, que ocorreu em uma casa no Setor Pedro Ludovico. Os policiais foram até o local e encontraram Claumir Barbosa da Silva, de 31 anos e nascido no Maranhão,  e Robson Mendonça da Cruz, 25, suposto ‘cabeça’ da quadrilha.
O Hoje via querenciaemfoco

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